Thursday, 23 March 2017

Um cara modificou o Apple Watch para rodar jogos do Game Boy

Assim como muita gente que gastou uma nota num Apple Watch, Gabriel O’Flaherty-Chan ficou um pouco desapontado com as capacidades do smartwatch. Em vez de reclamar na internet, ele decidiu adicionar algumas funcionalidades ao relógio, desenvolvendo um emulador de Game Boy capaz de rodar Pokémon Yellow. Só que o negócio é meio ruim.

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O Game Boy, e os jogos do Pokémon, já foram desenvolvidos com a portabilidade em mente, mas a modificação do Gabriel permite que você realize batalhas secretas entre Pikachus e Charizards no meio de uma reunião, com a desculpa de que se está checando um email pelo relógio. Pelo menos era esse o sonho.

Gabriel começou com um emulador já existente, chamado Gambatte. Então, ele teve que modificá-lo para torná-lo compatível com o watchOS. Isso incluiu a adaptação dos controles para funcionar com o touchscreen do dispositivo e com a coroa digital, além de fazer os gráficos funcionarem, já que o relógio não suporta formatos comuns como OpenGL. E embora o processador do Apple Watch seja muito mais poderoso do que o chip do Game Boy original, o resultado não foi dos melhores: Pokémon Yellow sofre com muitos engasgos no Giovanni, nome dado pelo Gabriel ao seu emulador modificado.

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O jogo em si é jogável, tecnicamente. Mas só se você tiver paciência o suficiente, ou estiver entediado o suficiente. A experiência não é nem perto de ser ágil como no Game Boy original e no Game Boy Color. No entanto, no estado atual, Giovanni é uma prova de conceito de que o Apple Watch pode fazer muito mais do que te notificar sobre novas mensagens. Agora, a Apple não é tão legal a ponto de deixar as pessoas publicarem emuladores na App Store.

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[Gabriel O’Flaherty-Chan via Ars Technica]

O serviço de caronas do Waze começará a funcionar no Brasil até o final do ano

O Google anunciou nesta quarta-feira (22), durante evento em São Paulo, que o serviço de caronas do Waze, o Carpool, irá desembarcar no Brasil até o final deste ano. A companhia vinha testando o Carpool desde o ano passado em Israel e nos Estados Unidos e o lançou oficialmente no mês passado em algumas regiões da Califórnia.

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Embora o serviço do Waze pareça similar a aplicativos como o Uber, a proposta dele é diferente, como reforçou a diretora do Waze, Di-Ann Eisnor. Você pode dividir o carro com vários desconhecidos que estão indo mais ou menos para o mesmo lugar, e cada um ajuda com uma parte do custo da viagem. Os motoristas não precisam lidar com nenhum tipo de registro extra, além da própria habilitação e do carro. Além disso, o Google não fica com nenhuma parte da tarifa. Para os passageiros, o funcionamento é simples: o destino é inserido pelo aplicativo WazeRider, e o sistema escolhe um motorista com trajeto parecido.

Outra diferença é o limite para os condutores receberem caronas. A ideia é que se façam duas corridas: uma na ida ao trabalho e outra na volta, por exemplo. O valor pago pelos passageiros também é menor, assim o serviço não se torna um trabalho, como acontece no Uber. Nos Estados Unidos, o valor cobrado é de US$ 0,33 por quilômetro rodado (por cada passageiro), uma ajuda de custo para o combustível e manutenção do veículo. Os valores para o Brasil ainda não foram revelados.

O objetivo do Google é reduzir os congestionamentos em até 16%. Pelo menos em popularidade, o Carpool tem um ótimo suporte: São Paulo é a cidade com o maior número de usuários do Waze no mundo; o Brasil fica em segundo no ranking de usuários únicos mensais.

Você poderá compartilhar sua localização em tempo real pelo Google Maps

O Google Maps permitirá que você compartilhe sua localização com seus contatos em tempo real. A funcionalidade anunciada nesta quarta-feira(22), durante evento do Google em São Paulo, facilitará, por exemplo, informar com precisão o tempo que irá demorar para chegar a um compromisso ou facilitar o encontro com alguém, indicando exatamente onde você está.

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Os aplicativos do Google Maps para Android e iOS ganharão a opção batizada de “Compartilhar Local”. Tocando nos detalhes do seu trajeto, a nova funcionalidade aparecerá, e então o usuário escolhe o contato para quem deseja compartilhar a localização, além do tempo que ela ficará disponível (de 15 minutos a três dias). À medida em que a pessoa se desloca, a atualização é feita automaticamente no mapa de quem recebeu a notificação. É possível interromper a qualquer momento.

A outra pessoa também pode enviar sua localização, e o mapa exibirá os deslocamentos nos dois dispositivos. Luiz André Barroso, vice-presidente de engenharia para o Google Maps, comentou que essa ferramenta será útil para as pessoas se encontrarem no meio de uma multidão ou até mesmo marcar um ponto de encontro.

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Outro recurso anunciado foi o compartilhamento contínuo da localização com contatos próximos, como familiares. Ao escolher essa opção, a pessoa pode abrir o Google Maps a qualquer momento e consultar onde você está, e, se estiver utilizando a navegação por GPS, o contato de confiança pode verificar seu trajeto.

As novidades estarão disponíveis para todos os usuários nas próximas semanas.

Astronautas conseguem ver as erupções do vulcão Etna da Estação Espacial Internacional

A NASA compartilhou esta imagem do Etna, vulcão ativo na parte oriental da Sicília, na Itália, depois que o astronauta Thomas Pesquet da Agência Espacial Europeia a publicou no Twitter, diretamente da Estação Espacial Internacional:

vulcao-espacoImagem: ESA/NASA

As faixas do fluxo de lava do Etna estão na parte inferior esquerda da imagem, e
os pontos de brilho mais próximos são da cidade de Catânia, que possui pouco mais que 300 mil habitantes.

Maior vulcão da Europa com pouco mais que 3 mil metros de altura, o Etna tem entrado em erupção desde o final de fevereiro. Ele abrandou e acendeu várias vezes desde então, mais dramaticamente numa explosão capturada por uma equipe da BBC, que acabou machucando dez pessoas na semana passada.

Esse comportamento do vulcão não é novo: o Etna tem entrado em erupção e parado por muito, muito tempo. Registros de observações remontam dois milênios e meio de atividade, e o vulcão tem entrado em erupção e interrompido há centenas de milhares de anos, como contou ao USA Today o vulcanologista Keith Putirka, da Universidade do Estado da Califórnia em Fresno.

O vulcão provavelmente existe do resultado da interação das placas tectônicas da África e da Eurásia, de acordo com um artigo publicado na revista Nature.

Imagem do topo: gnuckx/Flickr